quarta-feira, 13 de outubro de 2010

único fim.

Ver em teus olhos que está aprendendo a morrer é sentir que nada nunca foi o suficiente, que nunca um presente será tão carinhoso como em nossas memórias... sentir o brilho de teus olhos sendo ofuscado pelo peso da idade é ter sugado parte de minha própria história. Pois nenhuma história jamais será tão forte, nenhuma mulher tão corajosa e nenhum amor tão seguro.
Egoistamente odeio tua tranqüilidade e tua aceitação de uma verdade tão absoluta e necessária. Odeio tudo aquilo que possa acabar com minha infância tão bonita e tão bem guardada em cada ruga do teu rosto, em cada cicatriz do teu corpo. Odeio o tempo que se alimenta de nossas vidas. Odeio todo os finais, por mais que eles sejam o único fim.

domingo, 10 de outubro de 2010

Um amor ainda tão vivo nos olhos, um jeito tão sutil de amar... uma paixão dolorida e disfarçada.
Em cada gesto, em cada palavra boba, uma implícita declaracão de amor de quem nunca esqueceu... mas no corpo inteiro uma certeza nostálgica de que acabou. De que a dura poesia do tempo te prendeu no passado e na memória.
Aos olhos de quem amou, amar nunca vira pretérito. Só vira saudade.

sábado, 9 de outubro de 2010

Desenhos, desenhos, desenhos.

Axl que eu fiz pra minha irmã.
um amigo querido =)

Sonhos de nuvens.


...era uma menina que sempre quis ter asas. Sonhava alto com um mundo que era baixo.
Todos os dias ela tentava voar. E em cada tentativa, uma forca tão natural como a gravidade a puxava para baixo. Mas os seus sonhos, sempre tão altos, continuavam pintados nas nuvens que ela só podia ver de longe... e de longe ela imaginava como seria o cheiro, gosto, o toque... e de longe ela seguia sonhando com o próprio sonhar.
Mas o peso da vida a privava da liberdade, que fazia parte dela, e do voar, que era sua única naturalidade. Presa à uma vida baixa, só restava a ela pintar na terra os sonhos de nuvens nunca vividos.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Passado novo.

Sinto uma nostalgia infinita de todas as décadas que não vivi.
Sinto uma saudade eterna de tantos sonhos passados que eu nunca vi.
Sinto esse desejo constante achar alguma coisa... qualquer coisa.
Qualquer coisa de sonho, qualquer gostinho de passado...
Não quero o novo, quero viver tudo de novo
Quero um passado novo.