Ver em teus olhos que está aprendendo a morrer é sentir que nada nunca foi o suficiente, que nunca um presente será tão carinhoso como em nossas memórias... sentir o brilho de teus olhos sendo ofuscado pelo peso da idade é ter sugado parte de minha própria história. Pois nenhuma história jamais será tão forte, nenhuma mulher tão corajosa e nenhum amor tão seguro.
Egoistamente odeio tua tranqüilidade e tua aceitação de uma verdade tão absoluta e necessária. Odeio tudo aquilo que possa acabar com minha infância tão bonita e tão bem guardada em cada ruga do teu rosto, em cada cicatriz do teu corpo. Odeio o tempo que se alimenta de nossas vidas. Odeio todo os finais, por mais que eles sejam o único fim.
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