terça-feira, 29 de junho de 2010

E de cada amor tu herdarás só o cinismo...


...the end.

Nao vejo mais teu retrato em minha parede. A estante de teus livros está vazia. Tuas roupas nao estao entre as minhas. Já nao há mais nossos sonhos espalhados pelo quarto ou a promessa de tua presenca. Há apenas teus beijos que guardei em meu lábios, teus olhos que graveis nos meus e a nostalgia de um amor sonhado. Hoje, a eternidade acabou.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Fly on!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Inutilidades.

Quando todos os sonhos de uma vida caíram por terra os amores que sobraram pareceram mais vivos, os sons mais vibrantes e as cores... Ah! As cores gritaram com forca seu nome para que eu pudesse ouvi-las com a intensidade mágica de cada uma.
Os antigos amores já nao prendiam mais, os antigos sonhos já nao pesavam mais, e voar nunca foi tao fácil. E viver nunca foi tao natural. E amar nunca foi tão inútil.

Eternindade.

Ao passar pelos túneis etérnos e arborizados de meu passado incompleto, lembro-me das faces ingênuas e quase angelicais que um dia habitaram meu coracão.
Em especial, recordo-me de um certo garoto com tristes olhos azuis que olhavam-me inseguros, enquanto a mao dele, trêmula, segurava a minha. E nós, juntos, atravessávamos estes corredores ausentes de tempo, onde a vida descanca melancolicamente no segredo dos lábios inocentes

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Ícaro




O cheiro de cigarro e alcool ainda estavam em meu corpo, mas o sol já brilhava. Ainda era noite escura e as estrelas sussurravam baixinho no céu, mas o sol já brilhava me provocando, me convidando a voar além do escuro da noite e do azul do dia. E eu, folha ao vento, sempre em movimento, me deixei voar em busca daquele brilho intenso que me hipinotizava no céu. Me deixei envolver por aquele fogo imenso que me aquecia num céu infinito de possibilidades. Mas este calor derreteu minhas asas forjadas, minhas asas de cera, e me jogou em um labirinto, ainda com Minotauro, mas já sem Ariadine.

fuga número 19.

Hoje vou fujir de casa, vou pegar tua mão, encher teu peito de ilusão. Dizer que te amo sem dizer nada. Olhar em teus olhos sem te amar em nada. E te levar pela estrada, pelo céu, meu Sol, até onde pudermos voar sem que derretamos nossas asas.

domingo, 13 de junho de 2010

Viver

E então tudo comecou a girar ao contrário. Em um minuto, um único minuto, tudo aquilo que tínhamos por certo se tornou a mais bela das utopias. E todas as dores de uma sociedade doentia recaíram sobre nós. Os antigos medos e pudores foram esquecidos, pois agora tudo aquilo que antes fora abominável e feio havia se tornado parte de nosso cotidiano. Em nossa rotina fria, a dor e a solidão se tornaram tao normais que um ato de afeto humano nos apavora.
E foi em meio a esse sistema fálico e ultrapassado que nossa infância foi desvirginada por um hediondo monstro que chamamos de vida.

sábado, 12 de junho de 2010

Passante amor.

Emfim te revejo. Teu cheiro, tua cor, teu gosto.Teu tudo. Tu em tudo. Em tudo por quanto eu passo inutilmente. Eu, passante errante de ti e de mim, amante ignóbil por ti e por mim. Tu, liberdade por mais de mil, sentimento sem foco, sem logus, sem razao. Nós, apaixonados na liberdade utópica de nossos sonhos, sabendo dos amores que a vida nos trouxe e pudemos viver.

Coimbra

ah... se eu pudesse voar...
navegar
cruzar o céu, o sol, o sul
o mar
pra onde está meu sussego
desapego
beber o perfume da vida
despida
de amores e dores
horrores

ah... se eu soubesse nadar
além mar
na esperanca de não estar cá
estar lá
onde sou amigo do rei
viverei.