sábado, 25 de fevereiro de 2012

Sol de inverno.

Eu, que vivo sem rumo, nesse vazio imenso de ter que viver,
nesta solidão pacifica de quem não sabe ser um,
me encontro na ilusão de ser só.

(Pois quem vive sem rumo tem que saber ser só.)

Eu dou à minha boca um gosto de por-do-sol
e ao meu corpo um jeito de outono.
E, como o sol que não esquenta, me ponho cedo em tua vida.
E me acordo tarde para o próximo dia...

Eu sou mais minha noite, do que a luz que te guia.

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