E nós queríamos tanto sermos felizes que esquecíamos de pensar. Esquecíamos por medo, pois era tão duro e dolorido... esquecíamos por conveniência, pois não queríamos agir. Esquecíamos por vontade própria, pois queríamos nos deitar à noite sem aquele sentimento de culpa. Aquela sensação de quem não fez o que tinha que fazer... pois se escondeu atrás das desculpas do cotidiano. Se escondeu atrás de provas, de trabalhos, de filhos, de namoros..."eu não tenho tempo", "eu não posso fazer nada", "como se uma pessoa fosse fazer a diferença!".
E em cada dia mais uma desculpa e menos uma ação. E a cada dia, o circo em nossa política permanece inalterado, a injustiça e a violência se normalizam, mas, o mais importante, a felicidade, continua inalterada sem tomar consciência. Segue com sua alegria fútil comprada todo dia.
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