Já não sabia quem era. E ao olhar pra trás, percebeu que na verdade nunca soubera. E que aquela cidade; cujos sons, cores, cheiros e gostos ela conhecia tão bem; já não lhe era familiar. Vista de longe, ela era como qualquer outra. Assim como aqueles que lhes foram queridos, aqueles que a traíram, que a beijaram, que a magoaram. Já não importava mais. Um mundo todo novo a aguardava. Ela só precisava descobrir onde era sua Canaã.
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terça-feira, 7 de setembro de 2010
Em busca de Canaã.
Sentia-se acuada e presa. Fugindo sem saber bem de que. Indo sem saber bem pra onde. Só sabia que precisava ir. E no caminho enterrava os sonhos da vida antiga sob seus passos que avançavam rumo à sua Canaã. Enterrava seu passado e os rostos, outrora queridos, sob o concreto frio da cidade que deixava.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
segunda-feira, 14 de junho de 2010
fuga número 19.
Hoje vou fujir de casa, vou pegar tua mão, encher teu peito de ilusão. Dizer que te amo sem dizer nada. Olhar em teus olhos sem te amar em nada. E te levar pela estrada, pelo céu, meu Sol, até onde pudermos voar sem que derretamos nossas asas.
sábado, 12 de junho de 2010
Coimbra
ah... se eu pudesse voar...
navegar
cruzar o céu, o sol, o sul
o mar
pra onde está meu sussego
desapego
beber o perfume da vida
despida
de amores e dores
horrores
ah... se eu soubesse nadar
além mar
na esperanca de não estar cá
estar lá
onde sou amigo do rei
viverei.
navegar
cruzar o céu, o sol, o sul
o mar
pra onde está meu sussego
desapego
beber o perfume da vida
despida
de amores e dores
horrores
ah... se eu soubesse nadar
além mar
na esperanca de não estar cá
estar lá
onde sou amigo do rei
viverei.
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