Ao passar pelos túneis etérnos e arborizados de meu passado incompleto, lembro-me das faces ingênuas e quase angelicais que um dia habitaram meu coracão.
Em especial, recordo-me de um certo garoto com tristes olhos azuis que olhavam-me inseguros, enquanto a mao dele, trêmula, segurava a minha. E nós, juntos, atravessávamos estes corredores ausentes de tempo, onde a vida descanca melancolicamente no segredo dos lábios inocentes
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segunda-feira, 21 de junho de 2010
domingo, 13 de junho de 2010
Viver
E então tudo comecou a girar ao contrário. Em um minuto, um único minuto, tudo aquilo que tínhamos por certo se tornou a mais bela das utopias. E todas as dores de uma sociedade doentia recaíram sobre nós. Os antigos medos e pudores foram esquecidos, pois agora tudo aquilo que antes fora abominável e feio havia se tornado parte de nosso cotidiano. Em nossa rotina fria, a dor e a solidão se tornaram tao normais que um ato de afeto humano nos apavora.
E foi em meio a esse sistema fálico e ultrapassado que nossa infância foi desvirginada por um hediondo monstro que chamamos de vida.
E foi em meio a esse sistema fálico e ultrapassado que nossa infância foi desvirginada por um hediondo monstro que chamamos de vida.
sábado, 12 de junho de 2010
Passante amor.
Emfim te revejo. Teu cheiro, tua cor, teu gosto.Teu tudo. Tu em tudo. Em tudo por quanto eu passo inutilmente. Eu, passante errante de ti e de mim, amante ignóbil por ti e por mim. Tu, liberdade por mais de mil, sentimento sem foco, sem logus, sem razao. Nós, apaixonados na liberdade utópica de nossos sonhos, sabendo dos amores que a vida nos trouxe e pudemos viver.
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