sábado, 9 de outubro de 2010
Sonhos de nuvens.
...era uma menina que sempre quis ter asas. Sonhava alto com um mundo que era baixo.
Todos os dias ela tentava voar. E em cada tentativa, uma forca tão natural como a gravidade a puxava para baixo. Mas os seus sonhos, sempre tão altos, continuavam pintados nas nuvens que ela só podia ver de longe... e de longe ela imaginava como seria o cheiro, gosto, o toque... e de longe ela seguia sonhando com o próprio sonhar.
Mas o peso da vida a privava da liberdade, que fazia parte dela, e do voar, que era sua única naturalidade. Presa à uma vida baixa, só restava a ela pintar na terra os sonhos de nuvens nunca vividos.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Passado novo.
Sinto uma nostalgia infinita de todas as décadas que não vivi.
Sinto uma saudade eterna de tantos sonhos passados que eu nunca vi.
Sinto esse desejo constante achar alguma coisa... qualquer coisa.
Qualquer coisa de sonho, qualquer gostinho de passado...
Não quero o novo, quero viver tudo de novo
Quero um passado novo.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Das relações humanas.
Ninguém é propositalmente egoísta, ninguém faz nada por mal. Sempre há ótimos motivos.
Todos temos a pretensão de sofrer mais que os outros, todos gostamos do papel de vítima.
Mas em um mundo de aparentes vítimas, vilão é quem viu que esse sofrimento não é real?
Desamor
E ao olharmos para trás achávamos graca nos desejos de outrora. No início, ficávamos tristes pelo passado que era, e que poderia ainda ser. Mas depois, riamos amorosamente de tudo aquilo que já não víamos a não ser nas memórias dos sonhos que poderiam ter sido.
E todos os risos, e toda amizade, e todos os planos foram enterrados sob o concreto intransponível de uma inveja cega. Enterrados sob a égide de teu desejo por uma felicidade alheia. Já não eras mais tu e não vias mais a mim como tua amiga, tua companheira. Hoje eu era somente uma provocacão constante dos amores que nao tivestes.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Orfeu em meus caminhos
Confundi minhas pernas por tantas vezes, por tantos caminhos; chorei por tanto amor que nunca existiu; suspirei por tantos sonhos pequenos... que me perdi em um milhão de cores abstratas. Já não sabia mais pra onde estava indo ou o que estava sentindo. Só ia... e foi assim, meio que querendo, meio que evitando, que me perdi em algum lugar confortável. Confortável, óbvio e desconfiadamente desejado. Meu caminho só fazia sentido assim, e já não importava se esse era o jeito certo, se os sonhos de outrora ainda se realizariam ou se os antigos amigos ainda vivam. O conforto e a segurança que aquele achado inesperado me proporcionava já me dava amor e vida superiores a todo mundo que me sufocava.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
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