Confundi minhas pernas por tantas vezes, por tantos caminhos; chorei por tanto amor que nunca existiu; suspirei por tantos sonhos pequenos... que me perdi em um milhão de cores abstratas. Já não sabia mais pra onde estava indo ou o que estava sentindo. Só ia... e foi assim, meio que querendo, meio que evitando, que me perdi em algum lugar confortável. Confortável, óbvio e desconfiadamente desejado. Meu caminho só fazia sentido assim, e já não importava se esse era o jeito certo, se os sonhos de outrora ainda se realizariam ou se os antigos amigos ainda vivam. O conforto e a segurança que aquele achado inesperado me proporcionava já me dava amor e vida superiores a todo mundo que me sufocava.
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