quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Paris sem estrelas.

Em uma Paris onde nunca há estrelas, a noite dorme sem sonhos. E sol que sempre nasce, aqui se esconde atrás das nuvens. A cidade do romance já não sabe amar. Ela só sabe se erguer cinza e impetuosa sob seus habitantes, sufocando sua luz e desbotando suas vidas. Construindo seu triunfo com a nossa escuridão.
Nossa luz é o que nos mantém erguidos. Nossa artificialidade que nos enterra sob o concreto.
Em uma noite sem estrelas, onde a única luz é artificial, não pode haver esperança de um mundo melhor.

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