terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Buraco sem fundo

A bebida, a música, os amigos. Um bom clima, férias e uma noite sem fim. Ainda assim, falta. Falta mais que eu. Os sorrisos não são reais. Os beijos não são leais. O mundo gira com a bebida e meus pés não encontram o chão. E meu corpo não encontra uma razão de ser... e minha alma não entende o por quê.
Eles se amam, sem sentir, por um momento. São amigos para sempre, por uma música. São os donos do mundo, com alguns copos. São intelectuais, com alguns baseados.
Por que buscamos em estranhos aquilo que nos falta? Por que sufocamos nossas mágoas com outras tristezas? Por que repetimos tantas e tantas vezes os mesmo erros?
Nem a bebida, nem a música, nem os amigos. Nada disso supre esse buraco que criamos. Nem todos eles juntos me fazem entender esses rituais circulares dos quais eu também faco parte. Em vão.
Nada disso me preeche.

4 comentários:

o menino viajante disse...

parabéns! Foste certeira neste!
muito bom mesmo, apenas lendo senti o ritmo do trem-juventude indo para a próxima estação!
ainda vou adaptar uma música aqui

Roberto Ochoa

o menino viajante disse...

parabéns! Foste certera neste!
muito bom mesmo, apenas lendo senti o ritmo do trem-juventude indo para a próxima estação!
ainda vou adaptar uma música aqui

Roberto Ochoa

Izzie disse...

Fiquei arrepiada. Muito bom, descreve bem o que a nossa juventude padroniza como felicidade, mas que na verdade não supre o que, às vezes, nós realmente buscamos. Parabéns pelo blog, flor, é sempre bom ler o que tu escreve.

almadascousas disse...

lindo poema! descreve o que eu e a maioria sente na maioria das vezes. abraços!