
Há dentro de mim um um excesso de ar. Um ar que nasce há toda hora, que me enche, que me infla e me leva às alturas. E que se perde pelos meus poros. Ele nunca para. Nasce, move, foge e morre. Mas sempre morre longe de mim. Antes de sua morte viaja pelo mundo inteiro. E me conta as histórias mais fantásticas, me traz as imagens mais belas. As vezes até deixa marcas. As vezes vira pintura, ou sonetos, ou histórias antes de dormir...
Mas esse ar não é como qualquer outro. Ele não é assim, só ar. É mais leve, mais livre. Diria que é como o hélio: nobre e leve. E pode encher balões que voam muito mais alto. Só não é tão estável... mas que imaginação é?
Nenhum comentário:
Postar um comentário