domingo, 23 de janeiro de 2011

Entre o silêncio e o ser.

Me dói ver o mundo girar sem ir pra lugar algum. Girar em torno do próprio eixo, de oeste para leste, ou qualquer coisa que o valha, é o mesmo que nada.Movimento contínuo é o mesmo que nada!
Para que a terra gire, é preciso uma órbita. Mas não há órbita alguma sem um motivo para que ela exista. Aliás, não há terra alguma sem motivo para tal.
E não há motivo. Silêncio. Não há terra. Nem órbita, nem leste, nem oeste, nem nada!
De-me amor, de-me ódio, de-me qualquer coisa. QUALQUER. Mas de-me um motivo. Uma razão para terra girar, um amor para o sol nascer, um medo para que se esconda. Um medo de onde nasca a noite para que as estrelas possam brilhar. De-me um fluxo para que corram os rios, chuvas para esconder as lágrimas e ventos para renovar a alma.
Enfim, de-me vida. Pois a minha se esparramou em coisa nenhuma.

2 comentários:

Paula disse...

Tens percepção poesia pura!

Júlia disse...

nossa, muito obrigada. =D vindo de ti isso é um superelogio =)