sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Baratas, sejam elas o que forem.

Hoje eu matei uma barata.
Joguei-lhe veneno e cruelmente a assisti morrer enquanto se debatia. Ela teve um morte horrível e lenta por sufocamento e eu sou a única culpada disto.
Mas as baratas são o nojo. São o sujo. São o lixo, a poluição, a doença, o feio... são os nossos medos e culpas reunidos e projetados naquele pequeno animal encarapacado. Não, eu não comi a barata. O sujo já é parte de mim. Eu já o sinto dentro de mim.
Odiamos nossa parte suja.
Aquela coisa marrom cheia de patas não é um bicho. É nós mesmos.
É a representacão do que fizemos com nossa terra.
É tudo aquilo que não queremos ver.
E o que se faz com o que não se quer ver? Simples, se tira de vista. Ninguém procura as razões para combate-las. Ninguém pensa em melhorar o saneamento ou resolver o problema do lixo. Não. Nós gostamos de praticidade. Matamos a barata e a jogamos no lixo.
Sempre fazemos isso com "baratas", sejam o elas que forem.

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