terça-feira, 16 de novembro de 2010

Ingenuidade e Morte.

Alguns prendiam o choro, alguns choravam. Choravam o medo da morte, a morte do morto, a sua própria morte no enterro das memórias.
E aquelas pessoas de preto seguiam aqueles rituais que elas nem entendiam, só faziam por costume, enquanto o peso da morte entrava por todos os seus poros. Entrava, e as asfixiava com com o medo do inevitável.
E enquanto o morto era enterrado,as lágrimas afogavam o mundo adulto. Mas, ao fundo, uma criança que ainda não entendia a morte, perguntava ingenuamente "pai, será que um dia eu vou morrer também?". E o pai, adulto e perturbado com a pergunta reponde"quem sabe, meu filho, quem sabe...". Mas ele sabe...

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