Era mesma menina de sempre, da porta trancada, dos gestos travados, dos olhos de livros.
Continuava com o silêncio duro de quem se importa, com a risada gritada de quem não cresceu e balançando no ar as pernas machucadas.
Mas havia qualquer coisa naquele sorriso de diferente... qualquer coisa de ausente.
Não havia naqueles olhos de sempre algum sonho lavado pela agua que cai do céu e se projeta na lágrima. Na lágrima que cai levando parte da alma que já não cabe no peito, esparramando no chão os sorrisos de outrora.