quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Engasgo

É incrível como quando se tem muito a dizer não se consegue dizer nada.
Acho que pra ser poeta é preciso sentir, mas não viver. Viver estraga a alma e as palavras.

domingo, 15 de agosto de 2010


quarta-feira, 21 de julho de 2010

Brincadeira de crianca

Vamos fingir. Apenas por uma noite. Vamos fingir que é real, que você é a máscara que usa, que eu nao sou a roupa que visto. Que as palavras ditas não são em vão.
Sim... vamos fingir que é real, que o mundo é belo como dizem. Que não é tudo só um jogo.
Vamos esquecer dos problemas e dos compromissos, nos deixar levar pelo vento que bate em nossos rostos e nos perder nessa estrada.
Vamos deixar o desejo e o beijo nos consumirem,e o alcool fazer efeito.
Apenas por uma noite. Vamos voltar a nossa infância e brincar de faz-de-conta.

Virgem

Eu gostaria de voltar a ser crianca, para poder brincar. Voltar a ser virgem, para nao ter que me preucupar.
Eu gostaria de voltar... voltar no tempo. E, assim, viver meu tempo perdido, minha crianca esquecida.

Anchieta.

Os sonhos se quebram, os amores se esquecem, os desejos morrem e a vida se vai.
Em meio à solidãode vozes alheias interagindo ao teu lado, mas nunca contigo, encontramos a realidade feia das coisas.

domingo, 11 de julho de 2010

Do cotidiano.

Ontem pensei ser poeta. Fingi dores que eu nao tinha, contei hisotórias que eu não conhecia, chorei por qualquer amor inventado. Chamei pela musa, cantei as epopéias mais banais, lutei contra moinhos. E inventei, e chorei, e cantei, e amei.
Ontem eu até fingi que não fingia minha vida.

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Tão estrangeira aqui como em toda parte. Européia no Brasil ou brasileira na Europa. Eu nao tenho país, eu nao tenho religião, nem pai, nem mãe, nem nada. Sou nada. Sou coisa jogada, coisa sem razão, sem sentimento. Sem nome. Sou a grega Ariadine, a romana Júlia, a judia Sarah, a brasileira Maria. Mas nao sou nada.